{"id":913,"date":"2017-05-02T22:26:02","date_gmt":"2017-05-02T21:26:02","guid":{"rendered":"http:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/?p=913"},"modified":"2017-05-02T22:26:02","modified_gmt":"2017-05-02T21:26:02","slug":"jurisprudencia-trabalhador-estudante-assedio-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/2017\/05\/02\/jurisprudencia-trabalhador-estudante-assedio-moral\/","title":{"rendered":"Jurisprud\u00eancia: TRABALHADOR ESTUDANTE | ASS\u00c9DIO MORAL"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">Ac\u00f3rd\u00e3o do TRLisboa n\u00ba 3805\/15.4T8BRR.L1-4 de 05-04-2017<\/h3>\n<div><\/div>\n<div>TRABALHADOR ESTUDANTE<br \/>\nHOR\u00c1RIO DE TRABALHO<br \/>\nASS\u00c9DIO MORAL<br \/>\nRESOLU\u00c7\u00c3O DO CONTRATO DE TRABALHO<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1.\u2013Na organiza\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho do trabalhador-estudante, a entidade empregadora, sempre que poss\u00edvel, deve ajustar o hor\u00e1rio de trabalho de modo a permitir \u00e0quele a frequ\u00eancia das aulas e a desloca\u00e7\u00e3o para o estabelecimento de ensino. N\u00e3o sendo poss\u00edvel, assiste ao trabalhador o direito a dispensa de trabalho, que depende do per\u00edodo normal de trabalho semanal e que, <em>in casu<\/em>, era de cinco horas (art. 90, n\u00ba3, c) do CT).<br \/>\n2.\u2013O art. 208-A do CT transp\u00f5e para a figura do banco de horas o mecanismo do instituto da adaptabilidade individual, sendo o mesmo fixado por acordo entre entidade patronal e trabalhador, que deve regular a forma da compensa\u00e7\u00e3o do trabalho prestado em acr\u00e9scimo e que pode revestir a modalidade de redu\u00e7\u00e3o equivalente do tempo de trabalho.<br \/>\n3.\u2013Neste caso, a lei confere ao trabalhador a iniciativa de fixar o exacto momento em que a redu\u00e7\u00e3o deve ter lugar ou, na sua falta, deve a entidade patronal fix\u00e1-la.<br \/>\n4.\u2013O ass\u00e9dio moral, contemplado no art. 29, n\u00ba1 do CT, pode revestir duas formas: o ass\u00e9dio discriminat\u00f3rio e o que n\u00e3o se baseia em nenhum factor de discrimina\u00e7\u00e3o (<em>mobbing<\/em>), sendo que nem todas as situa\u00e7\u00f5es de conflito laboral podem ser qualificadas como <em>mobbing.<\/em><br \/>\n5.\u2013N\u00e3o tendo o Autor alegado ou provado que no regime de banco de horas fora institu\u00edda, como compensa\u00e7\u00e3o do acr\u00e9scimo de trabalho, uma redu\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho e, na afirmativa, em que termos se concretizava, n\u00e3o podia imp\u00f4-la, unilateralmente e segundo as suas conveni\u00eancias, no \u00e2mbito da proposta que efectuou \u00e0 empregadora, quando invocou, em simult\u00e2neo, o regime de trabalhador- estudante.<br \/>\n6.\u2013N\u00e3o tendo tamb\u00e9m, logrado fazer prova de situa\u00e7\u00f5es que integrem ass\u00e9dio moral, n\u00e3o se verifica a justa causa de resolu\u00e7\u00e3o que invocou para a resolu\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho.<br \/>\n7.\u2013Tendo o contrato de trabalho tido a dura\u00e7\u00e3o de 12 meses, nos termos do n\u00ba3 do art. 245 do CT o c\u00f4mputo total das f\u00e9rias ou da correspondente retribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode exceder o proporcional ao per\u00edodo anual de f\u00e9rias tendo em conta a dura\u00e7\u00e3o do contrato.<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/a788e3eb96ecef0880258114004d2dc6?OpenDocument\">Ac\u00f3rd\u00e3o<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ac\u00f3rd\u00e3o do TRLisboa n\u00ba 3805\/15.4T8BRR.L1-4 de 05-04-2017 TRABALHADOR ESTUDANTE HOR\u00c1RIO DE TRABALHO ASS\u00c9DIO MORAL RESOLU\u00c7\u00c3O DO CONTRATO DE TRABALHO 1.\u2013Na organiza\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho do trabalhador-estudante, a entidade empregadora, sempre que poss\u00edvel, deve ajustar o hor\u00e1rio de trabalho de modo a permitir \u00e0quele a frequ\u00eancia das aulas e a desloca\u00e7\u00e3o para o estabelecimento de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":520,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"categories":[16,21],"tags":[261,388],"class_list":["post-913","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-do-trabalho","category-jurisprudencia","tag-mobbing","tag-trabalhador-estudante"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=913"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/913\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/miguelpimentadealmeida.pt\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}